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Noções de teoria musical - primeira parte

A música é feita de sons e silêncios. Os sons são chamados de notas musicais e aos silêncios chama-se pausas. São sete as notas musicais: dó, ré, mí, fá, sol, lá e si. Os sons que compõem as notas musicais possuem diversas características, dentre as quais temos as seguintes: 

  • Altura
  • Duração
  • Intensidade
  • Timbre


A altura é a propriedade que nos permite dizer se uma nota é grave ou aguda. Na música, as notas musicais organizam-se em uma sequência, do grave para o agudo, ou vice-versa, que se assemelha aos degraus de uma escada. Imaginemos, como analogia, uma escada que começa com os sons mais graves, em que cada degrau é uma nota musical. À medida em que se vai subindo a escada, as notas dó, ré, mi, fá, sol, lá e si (degraus), nesta sequência, vão ficando mais agudas. A esta escada imaginária chamamos escala musical. Surge então uma pergunta: então esta escada só possui sete degraus? pois só existem sete notas musicais, certo? Não é bem assim. A escada possui inúmeros degraus. Ocorre que, sempre que termina uma sequência das sete notas musicais, a escada continua, a partir do próximo degrau, repetindo as mesmas notas musicais, como na figura a seguir:


Escute aqui o som da escala

Sempre que uma nota musical é tocada, o objeto que produz o som (corda de um violão, palheta de um clarinete, cordas vocais etc.) vibra com uma determinada frequência. Por exemplo, o som referente a 440 vibrações por segundo corresponde a uma das notas lá (lembre-se que existem várias notas lá como vimos na figura anterior). Quanto maior o número de vibrações por segundo, mais aguda é a nota. E quanto menor o número, mais grave é a nota. O ser humano é capaz de ouvir sons entre 20 e 20000 vibrações por segundo.

A duração da nota ou pausa é a quantidade de tempo que deve durar. Na maioria das músicas, as notas musicais não têm a mesma duração. Enquanto algumas notas são longas, outras duram apenas a metade, um quarto, ou outra fração, da duração das notas mais longas. O que determina a duração de cada nota é sua figura musical que estudaremos adiante. A duração das notas musicais está relacionada a outros conceitos essenciais como o de "tempo" e "ritmo". Estes dois conceitos e também as figuras musicais também serão estudados mais adiante.

A intensidade das notas musicais de uma peça é o volume sonoro com que devem ser executadas. Essa propriedade das notas é mais relevante na música clássica do que na popular. Em uma partitura (conjunto de linhas e símbolos onde a música é escrita), a intensidade com que se deve tocar o instrumento é determinada por símbolos que vão do molto pianissimo (o som mais suave possível) ao outro extremo, o molto fortissimo (o mais forte possível). Tradicionalmente, os termos empregados são escritos em italiano. A figura a seguir demonstra a simbologia usada para definir a intensidade:



Observe o exemplo, a seguir, de um trecho extraído do concerto para violino de Antonio Vivialdi "A Primavera". A partitura original foi simplificada para apenas duas pautas (conjunto de cinco linhas). O tema é tocado duas vezes, primeiro forte, e depois, piano (suave), como é característico da música barroca. Os símbolos da dinâmica da intensidade estão destacados na cor amarela. Além de observar, ouça, também, o trecho a seguir, cliclando no link abaixo da figura e tente perceber a diferença do volume do som na repetição do tema após o símbolo "p":


Clique aqui para ouvir

O timbre é característica que identifica o instrumento que executa o som. Cada instrumento ou mesmo a voz humana possui um timbre particular. O que diferencia os timbres de um piano e de um violino, por exemplo, são o que chamamos de harmônicos. Quando, por exemplo, uma corda de violão vibra, ela emite o som correspondente à altura de uma nota (um dó qualquer, por exemplo). Mas, além disso, ela também emite outros pequenos sons impercetíveis (outras notas musicais) chamados harmônicos. Vale a pena repetir que essas outras notas são imperceptíveis. Na verdade, o nosso ouvido só identifica uma nota musical (no exemplo citado, o dó). A intensidade desses vários harmônicos, soando junto com a nota fundamental, varia de instrumento para instrumento, determinando o seu timbre. Assim como a impressão digital é única, a combinação de harmônicos de cada instrumento é única. Escute aqui um pequeno trecho de um tema da nona sinfonia de Bethoven tocada num violino. Em seguida ouça aqui o mesmo trecho, com as mesmas notas, tocadas em uma flauta doce. A única diferença entre eles é o timbre.


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